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sexta-feira, 31 de março de 2017

LETRA (P)

LETRA (P)


PÀ – matar, exterminar, desligar (Vd. FATU)
PA – trair, afligir (Vd. DÁ, SOFOFO)
PA Á – matou-a
PÀÀRÒ – trocar
PADA - trocar
PADÀ – voltar
PÁDÀBÒ – chegar, voltar, retornar
PADÀ LO - voltar
PADANU – perder
PADÀ WÁ – retornar, voltar
PÀDÉ – Rito que é desempenhado no início das cerimônias do candomblé em homenagem a Èsù, considerado necessário como rito propiciatório, pois as primícias sacrificiais devem caber àquele que é, além de primogênito da criação, o portador titular de qualquer oferenda. O seu não cumprimento é visto como implicando em perturbação de toda a ordem no ritual.
PÀDÉ – encontrar, reunir-se (Vd. RÍ, BÁ, PÀDE)
PA-DE - Fechar
PÁ EJA – pescar
PAGIDARÌ! – Medo, surpresa (interjeição)
PA INÁ – apagar o fogo
PA INÁ ILÉ – apagar a luz
PA ÌTÀN – contar histórias
PÁ-JE - Faltar PAJUBÀ – segredo (Vd. AWÓ)
PAKANLEKE – força (Vd. IPÁ) PÁKÍ – mandioca, aipim (Vd. ÈGÉ, GBÁGUDA)
PAKO – bambu, vencer
PÁKÓRÓ – ritual noturno dos funerais
PAKÚ – apagar
PÁ KÚ – executar
PÀKÚTÉ - ratoeira
PALARO – morrer (Vd. KÚ)
PÁ LAIYÀ – aterrar
PÁ LÁRA – ferir
PALÈMÓ – arrumar, pôr em ordem
PALMA – reino nativo da cidade de Lagos
PAMÓ – escravo (Vd. SÁPAMÓ)
PA-MO – Esconder, guardar
PANÁ – apagar o fogo ou a luz
PANDAN – estranho (Vd. ABAMÍ, OLOJÒ, ÁLEJÒ, ÀJASÉ)
PANILERIN – engraçado (Vd. ASEFE)
PANLA - bacalhau
PANPÉ – algemas (Vd. PAWOPÉ)
PANU - bandeja
PANUMÓ – parar (de falar, calar-se)
PAÓ – Vd.
PATEWÓ PÁPA - campo
PAPAGORI – pássaro mensageiro de Sàngó que, por intermédio do seu canto, envia suas mensagens
PAPÓ – juntar (Vd. WINRIN, KO PO)
PÁRÁDÀ – transformar, disfarçar, mudar o corpo de posição, desaparecer
PARAMÓ – tomar cuidado
PA RE – apagar
PARÉ – desaparecer, ser destruído
PARÍ – acabar, encerrar, finalizar, terminar
PARÍWÒ – fazer barulho, gritar
PARÓ – mentir, contar mentiras
PÀRÒ – trocar (a roupa), mudar
PARU – panela (Vd. TASÁ)
PARUBO – matar para sacrifício
PÁ RÚN – derrubar, destruir, exterminar, arruinar
PASE – dar uma ordem
PATA - cueca, calcinha
PATAKÍ – chefe (Vd. ALAGBA)
PÁTÁKO DÚDÚ – quadro-negro
PÀ TÀ KO RÍ! – SAUDAÇÃO AO Òrìsá Ogun (O guerreiro toma conta de suas terras)
PÁTÁ OBÌRIN - calcinha
PÁTAPÁTA – completamente
PATÉWÓ, PATÉWÓ FÚN - aplaudir
PATÉWÓ ou ÌPATÉWÓ – Palmas em cadência sincopada empregadas como saudação aos Òrìsás, bem como em circunstâncias que impõem o silêncio, como no caso do recolhimento, para indicar uma necessidade a ser atendida. Diz-se paô. PÁWODÀ – transformar, mudar o sistema
PAWOPÉ – algemas (Vd. PANPÉ)
PÉ – demorar, encontrar, desviar, que (Vd. BÁ, KÓ)
PÈ – chamar
PE – Ser atrasado (questão de horário)
PÉ-DÉ – chegar atrasado
PEGEDÉ – terminar (Vd. GBARADÍ)
PÈHINDA – retirar, voltar atrás
PEJA – pescar – pescar (Vd. DEJÁ)
PEJI - altar
PEJÍ – Espécie de altar onde se encontram dispostos os diversos tipos de insígnias da divindade, como as pedras votivas (òta), armas e demais objetos simbólicos, e onde estão dispostos os recipientes contendo as comidas ofertadas aos Òrìsà.
PEJO – reunir, congregar
PÈLÉ – marcas na face caracterizando família
PELEBÉ – pato
PELEKE - aumentar
PÈLÚ – com (preposição)
PELÚ – também
PÉLÙ ORÍ RERE – por acaso
PEMBAS – Espécie de giz de diferentes cores que é usado para traçar desenhos mágico-religiosos e de caráter invocatório. E mais frequentemente empregado nos ritos de umbanda.
PÉPÀ – papel
PÉPÀ ÌNÙDÍ – papel higiênico
PÉPÀ INUWÓ - guardanapo
PEPE – altar, balcão, prateleira
PEPE-ÌWÉ – estante, prateleira
PÉPÉIYE – pato
PÉPÉIYE NLÁ - ganso
PEPEKU – concha do mar
PEPELÈ - banco de barro
PÈPELE-ARINSÈ – calçada
PERAN – matar animais
PÈRE – somente
PÈRÈGÚN – é a folha sagrada de uma iniciação pois ela está nas mãos de Iyaworisà e é obrigatória a cantiga dela no sire e todos os iniciados devem referendá-la com a cabeça no chão
PERE ÒGÉDE - só
PÈSE – providenciar
PESOKÉ - telefonar
PETÉ - comida exclusiva de Òsun
PEYE - inteiro
PÍN – dividir (Vd. FÍN)
PIN - terminar PINNU – dar ordem, decidir, resolver
PIPA – matança (Vd. ITAJÉ)
PÌPÈ - pronúncia PIPE – convite (Vd. KASÍ, SÁ)
PITAN – contar histórias
PÒ – misturar
PÓ – barato
PÒJÙ - é demais
POKÓ – cabaça tipo terrina
POKRA – reino nativo da cidade de Lagos
PON – sujo
PÓN – amolar, afiar
PONMI – tirar água
PÓN RÒRÒ – dourado
PÒÒKÒ – copo feito de uma casca de coco
PÒ-PÒ – bater, misturar
POPOKÍ – cobertor
POPONDO – ervilha
POPÙ - papa
PÒ PÚPÒ – bastante
POSI – caixão de defunto
POSSU – chefe da cidade de Epi
PÒTÉTÒ – batata
PÒTÉTÒ LILO - purê
PÒTÒKÌ – português
PÒWE – falar provérbios
PUPA – vermelho (Vd. ÀWO PUPA, BI ÈJÈ)
PÚPÀ – amarelo (Vd. RÚSÚRÚSÚ)
PÚPÒ - muito

PUTU – bom 

sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

LETRA (R)


RA – raspar, barbear-se (Vd. BÓ, FÁ)
RÀ – apodrecer, comprar, engatinhar
RAN – tecer (Vd., WUN, HUN, OWÚN, OFÍ)
RÀN LEWO – assistir
RÁN LÓ – enviar, mandar ir
RÀNLÓWÓ – ajudar, mandar ajuda
RÁNTÍ – lembrar (Vd. RIRANTI)
RÁN WAYÀ – mandar telegrama
RARA – libertar (Vd. ÓMNIRA)
RÁRÁ– não (Vd. BÉÈKÓ)
RARI – raspar (a cabeça) (Vd., FÁRI, ÍRARI)
RÈ – cansar, estar cansado, seu, sua, dele (a), de você
RÉ – morder, cortar, ir embora para (Vd. BÙ-SAN, GE-JE, JAJE, BUNIJE)
RÉIN – rir (Vd. RÍN)
RÉLO - seduzir (Vd. TAN, WOLOJU)
REPETE – muito, bastante
RÈPETÈ - muito gordo
REPÓ, REPOMÓ – redonda (Vd., RIBITI, KIBITI, BIRIKITI)
RERE – bem, bom (Vd. DÁADÁA)
RÉRÌN – rir
RÉSÈSÉLÈ – humilhação
RE SÍLÈ – humilhar, abaixar
RETÍ – ficar na expectativa
REWÀ – belo (Vd. DÁRA, AREWÀ, LEWÀ)
RÌ – afundar
RÍ – ver, encontrar, ver a chuva
RIBITI – redonda (Vd. REPÓ, REPOMÓ, KIBITI, BIRIKITI)
RÍ FIRÍ - avistar
RIGBÁ - ter (verbo possuir), falar, obter (Vd. SO, NÍ WÍ, JÉRE)
RÍ HÉ - achar
RIJE – rico (Vd. DOSO, ILORÓ, LETÚ, OLOWO)
RÍ LÓKÈRÈ - avistar
RIN – molhado, úmido (Vd. TÚTÚ, ALAIYAN, TÚTÚ)
RÌN – caminhar, andar
RÍN – rir
RÌN ÌRÌNAJO, RÌNRÌNAJO - viajar
RÌNKÁKIRI SÁRELO – passear
RÍRÀ - compra
RIRANTI – lembrança, memória (Vd. RANTI, IYENÚ)
RIRÍ – valor (Vd. LARÍ)
RIRI – tremer de medo
RIRUN – quebrado (Vd. JIJÁ)
RISILÉ - decair RO – doer, tenro, enrolar no corpo (Vd. JOLÒ)
RÓ – jorrar, mentir, produzir sons RÒ – pensar, acalmar, consultar o médico, quebrar a cabeça (pensando) (Vd. RÓNÚ)
ROBÍ – sentir as dores do parto
RÒJO - chover
ROJÚ – barato
ROLOYÉ – tirar do cargo
RONÚ – bom
RÓNÚ – pensar
ROPÁ – acabar
RORA – cuidado (ter)
RORÓ – austero
RÒ WÌPE – pensar que, achar que
RÙ – carregar, carregar na cabeça
RÚ - florir
RÚBO – sacrifício, fazer oferenda
RÚ ÈWÉ - florir
RUM, RUMPI, RUNLÉ – tambores usados em casa-de-santo
RUN – consumir, gastar, mastigar, sucumbir RÙN – malcheiroso.
RÚN – desabafar, destruir, esmagar
RUNKO – Termo pelo qual se designa o aposento destinado à reclusão dos neófitos durante o processo de iniciação. É conhecido também como alíase, camarinha ou ainda asé.
RÚSÚRÚSÚ – amarelo (Vd. PÚPÀ)
RÚWE - florescer 

LETRA (O)


O O – ele (pronome pessoal) (Vd. U)
OABÍ, ARAILÉ, EBÍ ARAILÉ – parentes
OBÁ - rei, ministro de xangô (Vd. ALAIYÉ, JOBA)
OBÁ – Terceira mulher de Sàngó, Obá é a deusa nigeriana do rio do mesmo nome. Muitas vezes se confunde com Ìyásan, pois, além de casada com Sàngó, usa também espada de cobre. Na outra mão leva, seja um escudo, seja um leque com o qual esconde uma de suas orelhas em lembrança do episódio mítico que deu margem à sua rivalidade com Òsun. No Brasil é sincretizada com Santa Catarina e Santa Joana d'Arc. Seu dia é quarta-feira. Seus colares são de contas alternadamente amarelas e vermelhas de tonalidades leitosas. É saudada como "Obáxireê!". Filha de Iemanjá
ÓBÁBÀ - empreiteiro
OBA-KUSO – rei de Kuso. Título consagrado à Xangô
OBALOFUN – deus da fala
OBALÚWÀIYÉ – É a "forma" jovem de Sòpònnón, do qual Omolu é a "forma" velha. Divindade da varíola e das moléstias infectocontagiosas e epidêmicas consta como filho de Nàná, criado por Yemojá, e, portanto, irmão de Òsùmàrè. Veste-se todo de palha, com o que cobre as suas ulcerações. Sua saudação – "Atotó!" – Significa "Calma!", exigida a um deus tão poderoso e temível. Sua insígnia é o sàsàra – feixe de nervuras das folhas do dendezeiro, amarrado com tiras de couro, em vermelho e preto (ou branco e preto), incrustadas de búzios. É sincretizada, no Brasil, com São Roque, às vezes, com São Lázaro e ainda com São Sebastião, em Recife.
OBANLÀ – imperador, um grande rei
OBA OBINRIN – rainha Mãe
OBARAYI - nome de uma sacerdotisa filha de
SÒNGÓ OBÀTÁLÁ – é o Deus principal dos Yorùbás (Deus do Pano Branco. Outra variação é Oba-ti-ala ou Deus das visões.
OBÀTÁLÁ/OBÀTÁRÌSÀ/GBEGBEKÚNÈGBÈ: Grande divindade, primogênito de Olódùmarè, líder de todos os Fùnfùn (Òrìsà - Divindades da Criação), relacionado à criação do Mundo (Àiyé) e dos seres humanos, cultuado por seus devotos para se ter saúde, longevidade e sabedoria.
OBATELÁ - nome de um da obá da direita de
SÒNGÓ OBASORUN - nome de um da obá da esquerda de
SÒNGÓ ÒBE – faca, lâmina
OBÈ – molho, sopa, ensopado, salsa
ÒBE – Termo que designa a faca usada nos sacrifícios, por extensão qualquer faca no jargão do candomblé.
OBE FARIN, OBÈ-JERÍ – navalha (Vd. AGBE, ABE)
OBÈ-OLOJÚ-MEJI - gilete OBERÒ - alguidar
OBÈTÈ – adaga OBÌ – noz de cola. Fruto de uma palmeira africana (Cola acuminada, Schott. & Endl. – STER- CULIACEAE) aclimatada no Brasil. Indispensável no candomblé, onde serve de oferenda para os Òrìsà e é usado nas práticas divinatórias simples, cortado em pedaços.
ÒBÍ - parente (Vd. OLOMO, OMNU)
OBÍ – fêmea, do sexo feminino
OBÌNRIN – mulher
OBÌNRIN OPÓ - viúva
OBIRIKITI – círculo (Vd. ÀYIKÁ)
OBITIKÔ - SÒNGÓ ÒBÒ - vagina
ÒBO – macaco (Vd. AKITI, JAKÓ)
OBOTÓ – liso (Vd. MULÓMULÓ)
ÒBUKÓ – bode ÓBUN – imundo, mercado, sujo (Vd. ABÀ ÍDARÓ, OJÁ ARÓ)
OBURÔ - alto título da hierarquia do culto
ÓDÀ – tinta
ÒDÀ - esmalte
ODÁ – mercado público
ÓDÁ – seca, fome (Vd. OGBELÈ, EBI)
Ó DÁA – sim (Vd. BÉÈNI)
ODÀÁBÓ O – até mais
O DÁARÒ – até amanhã
ODÀÁRÓ O – boa noite ODABÁ – empresário
Ó DABÒ – adeus!, até a volta, até logo
ODÁN – planeta (Vd. EWEKO, IRAWO TI NYI OÒRÙN KA)
ÒDÀN – campo
ODARA, O DARA – bem, ser/estar bem
ÒDÁSÀ - estilista
ÒDE – do lado de fora, rua, estrada, caminho (Vd. ÓNA, ABADENÍ)
ODE – caça (ato de caçar)
ODÉ - caçador; nome que também é dado ao orixá
ÒSÓÒSÌ ÒDE AYÉ – o mundo todo
ODEDÉ - varanda.
ODI - nome de um Odú, jogo de ifá
ÓDÍ – teimosia (Vd. ÀILETI, ÌDÍNÚ, SÓ)
O DI ALÉ – até à noite
O DI ARÒ – até à tarde
ODIDE, ÓDE – papagaio (Vd. EIYE AYÉKÒTÍTÓ)
ODIDE, ODIDERE – pena de papagaio (Vd. IKODIDÉ)
O DÌGBÀ – até logo, despedida, adeus
Ó DÌGBOSE! – Adeus!
ODINDI – completo
O DI ÒSÁN – até à tarde
ÓDÓ – jovem
ODÒ – rio, pilão
ÒDO – zero
ÓDO – perto, na presença
ÓDÓBINRIN – mulher jovem
ODÒDÒ – verdade, justiça (Vd. OTITÓ, ÀKÓ)
ÒDODÓ – flor
ODODÚN – anual
ODÓFIN - nome de um dos obá da direita de Sàngó
ODOFIN - bofe
ODOFORÓ – pulmão (Vd. ÈDÒFÓRÓ, FÚKUFÚKÙ)
ÓDÒGO – bobo, burro
ODÓ-KERÉ – riacho (Vd. OWOLÉ, IBÚ)
ODÓKÓ – puta, prostituta
O DÒLA – até amanhã
ODO OMI - rio que faz limite norte ocidental com Jebu
ODÚ – destino (Vd. AYANMO, KADARA)
ODÙ – Pronunciamento oracular resultante da prática divinatória com o òpèlè, com os cocos de dendê (vd.) Ou com os búzios. Há 16 Odú primários ou maiores. Suas combinações com os 16 secundários resultam em 256, cujos desdobramentos chegam a 4.096. Cada Odú é nominado e pertence a uma divindade.
ÒDÙ/ODÙLÓGBÒJÉ/ÌYÁ-ELÉHÀÁ: Divindade feminina primordial, representada pelo Igbá Odù (Cabaça de Odù), também chamada de Odùa, é a primeira esposa de Òrúnmìlà, “mãe” de todos os odù (signos de Ifá). A Iniciação dentro do culto desta Divindade é chamada de Ìpínodù/Ìpanodù. Cultuada assim como Òrúnmìlà, para que aja a correção de um destino negativo, equilíbrio e realizações por parte de seus devotos e iniciados.
ODÙDUWÀ ou ODUWA “A mãe que recebe” – Divindade Yorùbás, ora apresentada, nos mitos, como masculino e irmão de Òbàtalá (vd. Também Cesto-da-criação), ora como feminino e, no caso, esposa deste último. Odùduwá significa "a cabaça de onde jorrou a vida “. É evocada, no Brasil, em alguns terreiros e, também, no candomblé-dos-Egúns de Itaparica (vd. Egúngún).
ODÙDÚWÀ: Òrìsà fùnfùn, irmão de Òbàtalá e esposo de Ìyá Olokún. Divindade considerada por muitos iorubas como criadora do Mundo (Àiyé), grande Ancestral da humanidade, o patriarca da Civilização Yorùbás. Cultuado para que sempre tenhamos boa conduta e vitórias.
ODUKUN – batata doce
ODÚN – ano, tempo (Vd. SÁ)
OÒDÚNDÚN – A folha-da-costa ou saião africano (Kalanchoe brasiliensis, Comb.). (CRASSULACEAE). Uma das folhas rituais mais importantes dos Candomblés.
ODÚN KOJÁ – ano passado
ODÚN N’BÁKÚ – o ano em que vamos morrer
ÒDÙNKÚN – batata doce
OFÀ – Designa o instrumento simbólico de Òsóòsi, consistindo num arco e flecha unidos em metal branco ou bronze. É o arco e flecha do caçador OFA – cidade situada há umas 20 milhas o nordeste da cidade de Ibadan
ÒFÉ – de graça (Vd. OFÉ)
ÓFÉ – assobio
OFERE – Estrela D’alva OFÍ – tear (Vd. OWÚN, AWUNSO)
ÒFIN – lei OFIN – armadilha
OFO – zero, “não lavado”
OFÒ - a perda ÓFO – lagarto (Vd. ALAMÚ, ALANGBA)
OFÓ – feitiço, luto, feitiçaria, reza para Òsányìn para que ela desperte o asé contido nas folhas
ÒFÓFÓ – fofoca OFORÓ – esquilo (Vd. OKERÉ)
OFUN - nome de um Odú
ÒFUN - garganta
ÒFURUFÚRU – ar, espaço ou respiração, firmamento
ÒGÀ – camaleão (Vd. AGEMO)
ÒGÁ – chefe (trabalho)
OGA – Título honorífico conferido, seja pelo chefe do terreiro, seja por um Òrìsà incorporado, aos beneméritos da casa-de-santo, que contribuam com sua riqueza, prestígio e poder, para a proteção e o brilho do asé. Esse tipo de título admite uma série de especificações que abrangem, desde cargos administrativos, até funções rituais. A iniciação dos ogãs é mais breve e se distingue daquela das iaôs, por excluir a catulagem, a raspagem e alguns outros rituais. Tal como as Ekéjì os Ogas não são passíveis de transe.
ÒGÁ ILÉ KÍKÓ – arquiteto
OGA-OGO – qualificação para Olorun (Oga – pessoa distinta ou valente e Ogo – deseje saber, elogie), pessoa distinta que merece honras
OGBÀ – jardim (Vd. IGBÉ)
ÓGBÁ - equilíbrio
ÒGBÁ – companheiro (Vd. AJUMOJOGUN)
OGBE – crista de galo
OGBÈ – ferido OGBELÈ – seca (Vd. ÓDÁ)
ÓGBÉNI – senhor (Vd. OLUWÀ, OLÚ)
OGBIN – fazendeiro (Vd. ÀGBÈ, OLOKO, AROKO)
OGBO ATO – ficar velho, vida longa
OGBOBÓ – jovem (Vd. SOMODÉ, TITUN, TUTU)
OGBOGBA – balança OGBON – arte, algarismo 30
OGBÓN – juízo, sabedoria, inteligência OGBONI – sociedade de homens anciãos que adoram o Òrìsà Onilé
OGBOYA – gato selvagem
OGBUN – lugar, vala (Vd. KORÓ)
ÒGÈDÈ – banana
OGEDE – encantamento, feitiçaria
OGENETÉ – frio (Vd. TUTÚ)
OGERÒ – brando (Vd. TUJÚ, JÈJÈ)
ÓGIGÍ – anzol
OGINRIN - mulher
OGIRI - parede
OGO – característica do pênis. É derivado de “va” – esconder em uma postura dobrada ou inclinada
ÒGÓ – glória, louvor, honra (Vd. ÌYÌN, BUYÍN FUN)
OGODÔ - uma qualidade de Sàngó.
OGORIN – 80 (algarismo)
ÒGÓGÓRÓ – aguardente, cachaça
OGORUN – 100 (algarismo)
OGORUN-ODUN – século
OGOTA – 600 (algarismo)
OGUÊ - instrumento de percussão feito de chifres de boi.
ÓGUN – remédio (Vd. ÀSEJE) OGÙN – magia, feitiço
OGUN – guerra, exército
ÒGÚN – “um que perfura”. Divindade da forja e dos usuários do ferro; por extensão, da guerra e da agricultura e, também, da caça ou de todas as demais atividades que envolvem a manipulação de instrumentos de ferro. É rei de Iré e por isso chamado, no Brasil, Onilé. Costuma ser representado por um semicírculo soldado a base por uma haste, no qual se encontram, pendurados no arco do semicírculo, todo o tipo de instrumentos, que, como o conjunto inteiro, são de ferro. É filho de Yemojá e irmão de Èsú e Òsóòsi. Por isso, tem a ver com os caminhos, a caça e a pesca. Pertence-lhe a faca sacrificial. Seu dia é a terça-feira. Saudação – "Ògún yé.
ÒGÚN/LÁKÁAYÉ/YÁNKÁNNÍRÈ: Òrìsá primordial, líder de todos os caçadores, filho de Odùdúwá, foi a divindade que descobriu o ferro, tornando-se o regente do mesmo, protege todas as pessoas que trabalhem com este elemento. Muito importante para o desenvolvimento da humanidade, abre os caminhos, protege seus devotos contra acidentes e assaltos.
OGUROPÓ – banco de barro
ÓHUM – além
OHÙN – voz
OHUN ÈSÓ – broche
OHUN ÌKÒWÉ – caneta, lápis
OHUN ÌPÀWÉRÉ – borracha
OHUNKÓHUN – qualquer coisa
OHUN-ONÁ – ferramenta
OHUN-ORÉ – esmola
OHUN-OSÓ – ornamento (Vd. ÉWÚ) 

LETRA (N)



NÁ – gastar, já, primeiro de todos
NA - também
NÀ – bater no animal, bater na pessoa com a mão, castigar, estender
NÁÀ – aquele mesmo, “o” e “a” (artigos), também
NADAGU - bombachas
NA OJÀ - negociar, pechinchar
NÀNÁ – Divindade das águas primordiais, dos pântanos e brejos. Associada quer ao limo fertilizante e a vida, ou a putrefação e a morte. Considerada mãe de Omolú é sincretizada com Sant'Ana. Suas cores são o vermelho, o branco e o azul que exibe em seus colares. Sua insígnia é o Ibiri – artefato confeccionado com a nervura central das folhas do dendezeiro, de ápice recurvo como um báculo. Seu dia é sábado. Saudação – "Sálùba"
NÀNGÚDÙ – calça comprida
NANI - sentir
NÀWÓ – gastar NBA – juntar-se
NBÓ – estar descascando
NDÀ – onde?
NDÁO – nuca (Vd. LAI)
NFE - amar
NEW – nadando (Vd. OMOWÉ, LUWÉ)
NGBE - morando
NÍ – ter (verbo possuir), falar, obter (Vd. SO, WÍ, JÉRE, RIGBÁ, DÉ, FÍ, SI)
NI – é (verbo ser), em, no, na, alguém, que (Vd. ÈMI)
NI – Tarde (pôr do sol, fim da tarde)
NI ÀÁRÒ – de manhã
NÍ ABÉ – em baixo
NI AÍYÉ ÒNÍ – no mundo de hoje
NI ÁLE – de noite
NI ÀNÁ - ontem
NI APÁ – ao lado de, em torno de (Vd. KÁ)
NI ARIN – no meio, entre
NI ARO – de manhã
NÍBÈ, NÍBÈNÁÁ – ali, lá (Vd. IBÉ)
NÍBÈYEN - acolá
NIBÍ – aqui, neste lugar
NÍBIKÍBI – em todo lugar, qualquer lugar
NIBINÚJE – triste (Vd. FIFARO) NÍBITÍ - onde
NIBÓ – amplo
NÍBO NI – onde? Aonde?
NIBUKÚN – abençoado
NIBURA – falso (Vd. LAILOTÓ, AFORANMÓNI, YOBÁ)
NIDAKÉ – quieto (Vd. AIDUN, TÚTÚ)
NIDAYI – nesta hora
NIFAIAYA – encantador (Vd. AFAIYÁ-KORIN, GBAJÉ)
NÍFE - amar N/
ÍGBÀGBOGBO – sempre
NÌGBÀNÁÀ – às vezes, então
NÍGBÀTÍ – quando
NÍGBÀWO NI – quando?
NIGUN – magro (Vd. TERÉ, BELÉ)
NÍHÒHÒ - pelado
NÍ ÌFÉ – amar
NI IGI, NIGI – na árvore
NIJÉTÀ – anteontem (Vd. ÌJÉTA) NIJÍ – escuro (Vd. OKUNKUN)
NIJOKAN – um dia
NIKAN – sozinho (Vd. KANSOSO) NIKANRA – mal humor
NIKANSOSO – sozinho
NILAJÀ – pacífico (Vd. ELÉRÒ, LAJA) NILARA – invejoso (Vd. ÌLARA)
NILÁTI – dever, ter que
NILÊ - na casa, em casa NIMÓ – sábio (Vd. GBÓN, OWOWÉ)
NINI – muito (Vd. JAI) NINORA - tranquilo
NÍNÚ – dentro
NÍNÚ ILE – dentro da terra
NI OLÁ – amanhã
NÍ ORÍ – em cima de, sobre
NI ÒRU – de madrugada
NI ORÙN – no pescoço
NÍ OTÍ – ter bebida
NÍ OTÙNLÁ – depois de amanhã
NÍPÀ – sobre (a respeito de)
NIPA – poderoso, valente (Vd. LAGBARÁ)
NÍPA KÍNI, NÍPA TANI – acerca de quem?
NÍPARÍ – enfim, finalmente
NIREJE - vigarista
NIRELÉ – humilde, modéstia (Vd. ÌRÈLÈ, RÉSÈSÉLÈ) NIRERA - requintado
NÍRUN – ser cabeludo
NISALE – embaixo, sob (Vd. LÁBÉ)
NISEKUSÉ – mal (Vd. BUBURU)
NÍSISÍYI – agora, imediatamente
NÍSISÌYÍ KÓ – ainda não
NÍ TÀNMAN - entender
NITIJÚ – acanhado
NÍTÒÓTÓ – em verdade
NÍTORÍ, NÍTORÍTÍ – porque
NÍTORÍ KÍNI? Por quê? (Pergunta)
NÍTORÍNA – por isso (Vd. TORI)
NITORÍPÉ – porque (resposta)
NÍTORÍWA – por nossa causa
NIWAJU – frente NJE – partícula usada para interrogação, bem
NJEUN - comendo
NJO - dançar
NKAN – coisa
NKAN OSÙ – menstruação
NKANKAN - alguma coisa, nada
NKANKÍNKAN – elementos
NKÓ – acerca de
NKO – partícula para interrogação, não
NLA – grande
NLANLA – enorme
NLÁRA – matéria (Vd. LARÁ)
NLO - indo
NÒ - esticar
NOS – vá (verbo ir)
NRI – vendo
NRIN – caminhando
NRO - pensando
NSO – estar falando
NSUN - dormindo
NTO – urinando (Vd. TÓ) NU – sumir
NÙ - limpar
NWON – eles (pronome pessoal)

NYÍN – você