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domingo, 31 de maio de 2020

IGI GBÈRÈFÚTÙ

GBÈRÈFÚTÙ: Os frutos desta árvores são utilizados para fazer comida a Egun, ja ela crua, pode se passar no corpo para afastar ou na casa para afastaar maus espiritos. 
Nome Científico: Artocarpus altilis. 



segunda-feira, 25 de maio de 2020

IGÌ APÀ

segunda-feira, 6 de novembro de 2017

ÈWÉ PÈRÈGÚN

Erva gún, uma das folhas mais antigas é o “Pèrègún”, que é utilizada na grande maioria dos rituais aos Òrìsás. Diz o mito: Pèrègún presenciou o crescimento da humanidade. Sempre há de nos trazer a sorte. Pèrègún segura nossa sorte, segura a sua presa no dia de caça... E assim... Alimenta os seus filhos. Pèrègún nos protege de nossos opositores... E faz com que nos harmonizemos com os nossos semelhantes... Pèrègún fez pacto com “Aje” para a sua vinda à Àiyé ( Terra ou o mundo físico, paralelo ao orun )... Ifá dissera, quando Pèrègún o procurava pela sorte Pèrègún, se você quiser ter sorte, deverá ajudar a humanidade, fazendo um pacto com “Aje”, para poder sempre ter e poder emanar sorte, para quem lhe procurar por sua ajuda. Foi então, que Pèrègún tinha feito pacto com “Aje” antes de vir ao mundo, mas não tinha quem o pudesse levar para Àiyé. Novamente foi a Ifá, e este dissera: Pèrègún se você quiser realizar o seu trabalho em Àiyé procure por “Ògún”, pois ele sempre está indo para Àiyé. Pèrègún procurou por “Ògún”, mas ele só levaria Pèrègún, se ele dividisse a sua sorte com ele. Foi então que Pèrègún tinha aceitado, e por essa razão “Ògún” lhe dissera: “Vou dizer a toda humanidade, que Pèrègún emana a sorte, e quem com ele ficar será agraciado com a mesma”. Desde e Pèrègún então foi conhecido, e muito procurado por todos em Àiyé.

Pèrègún alára gígún o
Pèrègún alára gígún o
Oba kò ní jé o roró okán
Pèrègún alára gígún o
Pèrègún gbà agbára tuntun

Pèrègún tem o corpo excitado
Pèrègún tem o corpo excitado
Rei não deixa ter problemas de coração
Pèrègún tem o corpo excitado
Pèrègún dá nova força



DANKÓ

Babá Dankó
Babá Dankô é o Senhor dos grandes bambuzais! ÒRÍSÁ Funfun e que vem sempre em socorro nos momentos de cruciais, entre a vida e a morte. Babá Dankó é um ÒRÍSÁ do Ketu, ligado a linhagem dos Ajagunãs (Osaguians). O itãn de que ele encabeçou os Oloke ao pé de gameleira e que ele é um dos orixas fum fum.
Dizem que ele é um orixa mágico e raro, mora no bambuzal branco, que Onira lhe deu o atori e ele é o portador real do atori que vive mais do lado dos mortos do que dos vivos, que é o único que tem o poder de punir e absorver qualquer um.
Para alguns antigos zeladores, não se inicia-se ninguém para este ÒRÍSÁ, existem fundamentos especiais para as pessoas de Babá Dankó, pois ele não pega a cabeça do iniciado, até por que, sua liturgia não permitiria. Quem se faz é Osaguiã, e o motivo de ser tudo muito vago é porque não há informação sobre feituras deste ÒRÍSÁ, não é porque é raro ou deixa de ser raro é porque se trata de um dos fumfum e sendo assim ele não viram mesmo na cabeça de ninguém, e neste caso é substituído por Osaguiã.
Esse ÒSÁLÁ é o pai do nascer do dia, portanto o primeiro ÒRÍSÁ na essência da luz do sol. Babá Èpé é a síntese que reúne o equilíbrio e a luta/o pilão e a espada.
Asé ôô!!
oloje iku ike obarainan
Dankó veio logo após o casal Obatalá e Yemowo (Yemu), veio encabeçando os demais ÒRÍSÁ funfun, juntamente de seu irmão Akafojiyan e ambos passaram a habitar o bambuzal branco. Junto com eles vieram Ogiyan, Olufon, Osafuru, Baba Ajala, Olufande, Ikere e os demais funfun. Lembrando que todos eles passaram por Olooke, o grande Orixa da montanha, que foi o primeiro elo entre Orun e Aiyê.
ÒRÍSÁ de grande poder e muito necessário para nosso convívio neste sistema, pois é o responsável por transformar as impurezas da terra em energia positiva. O bambu amarelo ou branco o representa e é por este arbusto que Danko realiza sua tarefa, absorvendo por suas raízes e emanando por suas longas hastes. É por este arbusto que Eegun, os ancestrais masculinos, podem entrar e sair de sua morada, dizem que a casa subterrânea e inalcançável dos mortos fica logo abaixo das raízes de Danko, pois atribuímos este mesmo nome ao bambuzal. Este Orisá é ligado a Oya e Osumare.
oloje iku ike obarainan.
Nome popular:  Bambu. 
Nome científico: 
Bambu é o nome que se dá às plantas da subfamília Bambusoideae, uma da família das gramíneas (Poaceae ou Gramineae). Essa subfamília se subdivide em duas tribos, a Bambuseae (os bambus chamados de lenhosos) e a Olyrae (os bambus chamados herbáceos).

AKÓKO

Em Iorubá - Akôko Nome Cientifico: Newboldia laevis Seem Nome Popular: acoco
O Akôko é uma das folhas preferidas por todos os candomblecistas por ser associada sempre a prosperidade, tanto de dinheiro (owo), como de filhos (omo). De origem africana, foi introduzida aqui pelos africanos, onde se adaptou perfeitamente. É atribuída aos Orixás Ossaim e Ogum, pois esta árvore é considerada abundante e na África acomoda em suas sombras, assentamentos do Orixá Ogum onde seu culto é extenso na cidade de iré. Akôko é uma árvore sagrada também conhecida mo árvore de Oxóssi.
Entre os Iorubás, é considerada um sinal de prosperidade, pois seus troncos eram muito empregados nas feiras, locais onde o comércio era intenso e era comum que, após serem utilizadas como estacas, seus troncos brotassem, gerando novas árvores. 
Já no culto Egungum, o Akôko desempenha um papel fundamental na união dos seres do Ayê (mundo dos vivos) e Orum (mundo dos espíritos). Seu tronco que geralmente não é muito ramificado, lembra um grande opó ixé, que ligaria o Céu a Terra. Nesse caso, sua principal relação se dá com a Iyagbá Oyá, Senhora dos Ventos e dos eguns, que recebe o título de Alakôko, senhora do Akôko. Constatamos assim dois aspectos importantes dessa árvore: Sua ligação com a ancestralidade e com o elemento Ar.
Entre os jeje, recebe o nome de Ahoho (pelos Mahi) e Hunmatin (pelos Mina). O Ahoho é um huntingomé/jassú (árvore sagrada) consagrado ao Vodun Gun (Togbo) que costuma tê-la como seu principal atín sa. Segundo a tradição Mahí, os galhos do Ahoho devem ser levados junto ao corpo, em viagens longas, ou que ofereçam algum tipo de risco. Durante a execução de obrigações difíceis também. Essa medida teria como finalidade atrair a proteção de Togbô, que é um guerreiro terrível e que sempre luta pelos seus filhos.
O Akôko é uma folha associada a realeza, daí ser chamada de "a folha dos reis". Espalhada no chão do barracão em dia de festa, atrai prosperidade. Segundo a tradição Iorubá, seu tronco não pode ser ferido por machado, faca ou objetos de ferro. É utilizada para todos os Orixás.
Dizem os antigos, que o Akokô está ligado ao final do ciclo da iniciação, quando uma nova etapa na vida do iniciado começará. Por isso é uma folha muito empregada durante cerimônias de festejo dos sete anos (Odu Ige) de iniciado, principalmente quando ocorre entrega de oye (cargo). Segundo alguns, nenhum rei é considerado rei se não tiver levado no seu ori a folha de Akôko.
Quem quiser plantar o Akôko, não precisa de muito espaço, pois o seu tronco não é muito grosso, porém o seu porte é majestoso, fica bem alta. Suas flores também são bem bonitas, lembram a de um Ipê Rosa, pois pertence a mesma família botânica. Porém cuidado, pois existem pessoas vendendo Akosi como se fosse Akôko. Salve o nosso Rei! Árvore forte e imponente, esse é o Akôko. Vamos cantar para ele:

Ewé ófé gbogbo akoko
Ewé ofé gbogbo akoko
Awá li awá oro
Ewé ofé gbogbo akoko
Akoko, é a folha de todas as pessoas inteligentes
Akoko, é a folha de todas as pessoas inteligentes
Nós temos, nós somos, riqueza e saúde
Akoko, é a folha de todas as pessoas inteligentes



sábado, 24 de junho de 2017

LOKO A ÁRVORE


Loko´tin é a árvore do Iroko.
Atin vodun são arvores consagradas a Loko. 
Atin- significa árvore em fon.
essas árvores são sagradas tanto para os Fon quanto para os iorubás, por estarem consagrdas aos ancestrais.
Os Atinmé-vodun são os espiritos que habitam a Amoreira Africana conhecida como Irôco por toda a Africa (Milicia excelsa).
No Brasil consagram-se outras espécies de árvores à esse Vodun, como a Gameleira ( lokotin, Ficus doliaria), a Sumaúma de Várzea ( huntin, Ceiba petandra) O Dendezeiro ( detin, Elaeis guineensis) , o o Mamoeiro ( kpentin, Carica papaya ), etc.
Na floresta do rei Kpasse, o fundador de Uidá, existe uma dessas árvores, que segundo a lenda, é o esconderijo desse rei, que transformou-se nela para escapar da perseguição de seus inimigos.
Iroko é uma designação comum em várias linguas do oeste africano.
Algumas vezes a pronuncia se modifica de acordo com a região.
Para os fon do Benin é conhecida como Loko.
Mas a sua origem da palavra é a mesma para todos esses povos.
Vem da mesma lingua ancestral comum aos povos Idoma, Igala, Yoruba, Igbo, Edo etc.
É frequente encontrar essa árvores consagradas em fazendas, bosques sagrados, espaços públicos e cemitérios.
Para reconhece-las é só observar os objetos simbóicos que são depositados em sua base e amarrados no seu tronco.
Encontram-se frequentemente jarros, objetos de ferro, cabaças, velas, pedaços de tecido, dinheiro, pedras, garrafas quebradas e animais sacrificados.
Mas ha uma diferença entre os objetos usados para a sua sacralização de acordo com a região.
A madeira dessa árvore , conhecida como Teka Africana é muito forte e por isso é bastante procurada pela industria de imobiliários.





sábado, 10 de junho de 2017

ÈWÉ APÁÒKÁ

Apáòká é uma árvore africana que por não ter sido trazida para o Brasil na época da escravidão foi substituída no culto aos ÒRÍSÁ por uma árvore também de grande porte: a jaqueira. Apáòká, mogno africano, chegou ao Brasil nos anos 80 através de Ítalo Cláudio Falesi, um pesquisador da Embrapa. Foi ele quem plantou as primeiras cinco mudas, mas foi o proprietário rural Hiroshi Okajima quem iniciou o primeiro plantio comercial dessa árvore. Norton Amador Costa, ex-pesquisador da Embrapa Amazônia Oriental, estimulou a pesquisa e o desenvolvimento do mogno africano, fazendo com que esta árvore sagrada para o povo que cultua oríÿa se tornasse uma das principais madeiras nobres cultivadas.
Ókúlé Ósányín isé gbo.
Apáòká òrísá.
Ó kú li kó Isé gbá gbá.
Apáòká aijìna.


ÈWÉ IGBO ÀGBON

A MATA DE COCOS

Havia uma mata de cocos que estava frondosa e carregada de cocos e por isso ela estava muito satisfeita e orgulhosa e pensava que era a mãe mais feliz que existia na Terra, pois tantos filhos que aparentemente gozavam de boa saúde.

Por isso não fazia sacrifícios e nem se consultava com IFÁ, porque entendia que não necessitava, pois gozava ela e seus filhos de perfeita saúde.

Além do que tinha muitos filhos que em caso de necessidade a respaldavam, mas atendiam a ela sem sequer falar sobre religião e muito menos de sacrifícios.

Quando falavam disso, por qualquer circunstância, ela ficava enfadada e logo ficava de mau humor. Mas aconteceu que quando estava mais feliz, deleitando-se com o ar que a natureza brindava, caiu um filho, ou seja, um coco e ela continuou com o capricho de não consultar IFÁ e nem de fazer sacrifícios.

Um dia passou AZOWANO (BABALU AYÉ) ao seu lado e a saudou. Ela não respondeu e mais adiante, AZOWANO se encontrou com Esú e lhe contou o que havia acontecido com a má geniosa mata de cocos.

Este lhe disse que é porque ela se sente feliz e satisfeita e por isso nem se move. Então AZOWANO disse:

SI NO COCORO LLOBI, LLOBI, LLOBI, LLOBI COCORO

Estas palavras pronunciadas por AZOWANO como um adágio (lentamente), quer dizer: “O verme que está dentro do coco, só o coco sabe”.

Pouco a pouco foram caindo os cocos, um a um e os GUSANOS (vermes) comeram as raízes e a mata de coco também caiu.

Todos os cocos e a mata desapareceram, vítimas de uma enfermidade invisível, algo assim como uma enfermidade análoga, por conta da vaidade, do capricho e do orgulho da mata de cocos em achar que nunca iria precisar de ajuda.


sábado, 22 de abril de 2017

EWÈ OBÀJÙ

Àrvore Cedro.
Nome científico: Cedrela fissilis (Meliaceae).
Orisá: Sangó.
Características: Espécie arbórea com altura de 8-35 m e tronco com até 90 cm de diâmetro. Folhas alternas, espiraladas, compostas pinadas, com folíolos oval-lanceolados de até 18 cm de comprimento. Os frutos são cápsulas deiscentes, com sementes monaladas.

Locais de Ocorrência: Ocorre principalmente nas florestas semidecíduas e pluvial atlântica do Rio Grande do Sul até Minas Gerais.

segunda-feira, 17 de abril de 2017

EWÈ YROKÔ

Nome científico: Ficus Doliaria
Nomes populares: Figueira Branca, Gameleira, Cerejeira, Doliária, Figueira, Figueira Brava, Figueira Grande, Gameleira de Cansaço, Gameleira de Pinga, Gameleira de Purga, Guaporé, Ibapoi, Pau Bicho Amarelo, Gameleira Branca.
Orisá: Sango.

segunda-feira, 3 de abril de 2017

ÒRÌSÀ ÌRÓKÒ

NOME CIENTÍFICO: Chlorophora excelsa

Árvore africana, também conhecido como Rôco, Irôco, é um Orixá, cultuado no candomblé do Brasil pela nação Ketu e, como Loko, pela nação Jeje. Corresponderia ao Nkisi Tempo na Angola/Congo. No Brasil, Iroko é considerado um orixá e tratado como tal, principalmente nas casas tradicionais de nação ketu. É tido como orixá raro, ou seja, possui poucos filhos e raramente se vê Irôko manifestado. Para alguns, possui fortes ligações com o orixá chamado Iji, de origem daomeana: Nanã, Obaluaiyê, Osumarê. Para outros, está estreitamente ligado a Xangô. Seja num caso ou noutro, o culto a Irôko é cercado de cuidados, mistérios e muitas histórias. No Brasil, Iroko habita principalmente a gameleira branca, cujo nome científico é ficus religiosa. Na África, sua morada é a árvore iroko, nome científico chlorophora excelsa, que, por alguma razão, não existia no Brasil e, ao que parece, também não foi para cá transplantada. Para o povo iorubá, Iroko é uma de suas quatro árvores sagradas normalmente cultuadas em todas as regiões que ainda praticam a religião dos orisás.